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quarta-feira, 25 de maio de 2011

NÃO QUERIA FALAR SOBRE ISSO, MAS...

Como já disse não queria tocar nesse assunto, mas como diz respeito diretamente às minhas filhas e à todos os estudantes não posso deixar passar em branco: O KIT ANTI-HOMOFOBIA!
Quem assistiu aos jornais essa semana com certeza ouviu falar desse "KIT' que o governo prepara para distribuir às escola. Eu vou dizer logo de cara: EU SOU ABSOLUTAMENTE CONTRA!
Não que eu seja homofóbica ou tenha qualquer tipo de preconceito nessa vida. Eu não tenho!
Para mim, ser humano é ser humano e tem que ser respeitado como tal, independente de sua opção sexual, cor, raça, credo e qualquer coisa que possa gerar "conflito" com a minha realidade.
Acontece que esse tal "KIT" na minha opinião é agressivo e apelativo e pior que isso, leva informações que muitas crianças não tem condiçoes de assimilar e vai despertar precossemente uma questão com a qual eles não estão enteressados e não sabem lidar (e a maioria dos pais também não sabem como tratar disso com os filhos).
Por que é que não ensinam respeitar as pessoas como elas são? Não é bem mais simples?
Esse tal "KIT" que contém filmes, panfletos e livros de conteúdo duvidoso e questionável custou ao MEC R$1.500.000,00... acho que com esse dinheirinho dava para comprar muitas carteiras, merenda, computadores, kit laboratório e mais uma lista imensa de produtos necessários em quase TODAS as escolas públicas federais, estaduais e municipais. Será que só eu vejo isso?
A comunidade LGBTs deveria conseguir respeito através do seu próprio comportamento e fazer cumprir seus direitos como cidadãos independente de opção sexual. Pois não é assim que o resto da população chamada por eles (LGBTs) de héteros?
Na minha famíla temos gays de ambos os sexos. Minha mamis (que é loura) é casada com um negro. E saibam, eu só estou dizendo isso porque está no contexto da postagem, pois jamais eu nem ninguém da família trataria qualquer um deles pensando na sua opção sexual ou qualquer coisa a não ser como nosso parente.Na verdade, isso é uma coisa que não faz sentido na minha cabeça...
Estão tão preocupados com isso, mas eu vou dizer: o que me revolta mesmo é o preconceito e a rejeição que crianças especiais recebem. Eles sim devem ser defendidos, cuidados e protegidos de preconceitos e até agressões que sofrem de alguns (ainda bem que são só alguns) cuidadores e até de familiares que deveriam lhes dar carinho e proteção.
Será que tem alguém cuidando desse problema? Será que tem uma campanha caríssima feita pelo governo em favor desses pequenos indefesos?
Fala sério? Não tô podendo com isso não!!!
TODO SER HUMANO DEVE SER RESPEITADO COMO CIDADÃO E SER HUMANO. (ponto!)

sábado, 12 de março de 2011

E NO JAPÃO...

Eu tenho uma prima postiça (casada com o primo do meu marido) morando lá no Japão há uns 6 anos mais ou menos. Lá ela teve um lindo e esperto garotinho que vai fazer 5 aninhos, como a Bela. Aliás, Belinha faz aniversário dia 3 de abril e eu acho que ele é dia 6.
Aconteceu o seguinte: eles foram para lá para trabalhar e juntar dinheiro, mas logo que chegaram ela ficou grávida. O pequeno Akio nasceu e ela ficou sem trabalhar. É uma história muito difícil a dela lá, mas agora piorou tudo!
A coitada está lá, passando apertada por causa desse terrível terremoto. O Akio chora muito e fica muito assustado.
Ela nos contou que na hora do terremoto ela pediu para o filho correr, pois ela está com o joelho machucado e quase não consegue andar. Fiquei tão triste e preocupada. O marido dela estava trabalhando e ela sozinha com o menino, sem poder correr...
Quando conseguimos contato ela estava dentro de um carro com o menino e uns amigos, num estacionamento. Não podiam voltar para casa, a terra não parava de tremer. O Akio chorando assustado!
Não consigo para de pensar nele.
Depois de conseguirmos esse contato via internet (acho que ela entrou no MSN pelo celular para dar notícias), liguei para Aguaí, onde o pai dela mora, para dar notícias. Seu Tanaka estava desesperado sem notícias. Os telefones no Japão não estavam funcionando.
E pior foi o recado que ela pediu que déssemos à ele: Diga ao meu pai que eu amo muito ele!
Fiquei com aquela sensação de despedida... Horrível!
Eu já disse que se ela quisesse vir embora com o pequeno, a gente se organizava, fazia rifa, campanha de arrecadação de dinheiro e mandava pra ela poder volta. Mas acho que ela não vai querer deixar o marido lá, sozinho!
O sonho de juntar dinheiro deu errado, o Akio não estuda (lá, escola só paga e é muito cara - e a gente ainda reclama do Brasil) e ela fica em casa por causa de problemas de saúde.

Dí, amiga:
Estou torcendo e rezando muito por vcs. Se você quiser voltar avise e a gente vê que dá para fazer.
Vai no consulado amiga, conte a sua situação...
Aquí a gente cuida de você e do Akio!
Deus proteja vocês.
Beijos